
Pressinto-te cair, beijar rosas encarnadas, de um sentimento atroz que te leva a alma, e adormecer, por fim, já sem ela. Prefiro perder-me do que perder-te de mim, dizia eu em tons de uma amizade que nunca termina e de poemas escritos minuciosamente nos lábios. Olho-te como quem admira o jardim que mais cuida e choro como quem vive já sem propósito. É triste não saber o que fazer com uma alma que persiste em não querer viver e em não se encontrar - desesperante, talvez. Morro enquanto te oiço suspirar já quase sem voz e choro sem cessar, sempre sem soltar um soluço de mágoa para que não me oiças cair. Oh, nunca gostei que me vissem falecer das tantas vezes que o fiz! E custa-me saber que queres fugir e dói-me mais ainda esticar todo o corpo e não te conseguir encontrar para te abraçar enquanto gritas, quase perdida, sabendo que é de um beijo na testa que mais precisas. Eu não posso mais soluçar meios-rios de angústia, enquanto te vejo chorar lágrimas de sangue. E eu não te posso perder, entendes? Afinal, és a minha pequena. Pinky promise.