sexta-feira, 4 de maio de 2012


Não me posso queixar do dia de hoje, foi fantástico. Estive agora mesmo com o tal rapaz e pássamos imenso tempo a conversar e a rir juntos.

 A verdade é que tento não gostar dele, a sério que tento; mas eu nunca senti isto antes e acho que não se tira da cabeça assim tão facilmente. Estou um pouco perdida, não sei se hei-de continuar assim e contar-lhe tudo num destes dias ou se, pelo contrário, deva desistir e apagá-lo totalmente do meu coração.

Hoje estive com ele e fiquei realmente feliz! Parece que dormi durante dez horas e que tomei um enorme pequeno-almoço, senti-me com as minhas energias em cima de novo. Acho que a única coisa de que precisava neste momento era dele: para me ouvir, para me beijar, para me abraçar, para me agarrar e para me apertar com força, com muita força... 

Enfim, para me amar. Amar-me como eu o amo a ele.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Hoje senti uma alegria enorme, uma felicidade sem fim. Fiquei completamente babada ao ver as pessoas que adoro a fazerem algo que lhes ensinei. 

Senti aquele arrepio que se sente quando algo é bom demais, quando algo excede as nossas expectativas e, depois do arrepio, vêm as lágrimas: lágrimas de alegria. Sim, senti uma lágrima quase a cair, quase a desequilibrar-se, quase a molhar-me ou, até mesmo, encharcar-me o rosto... Mas nada disso aconteceu, apenas me mantive ali, sentada, a contemplar o momento e o espetáculo que tinha à frente dos meus olhos. 

Foi uma sensação única, porque tenho uma enorme paixão pela dança. Assim que começo a dançar, esqueço o mundo, esqueço tudo. Vou para outro lugar, onde tudo é alegre e animado, tal e qual como eu gosto.

Liberto-me, solto-me. Ponho as asas e voo. Voou até onde a música me quiser levar. E eu sigo, acompanho a melodia e encaixo-me num círculo perfeito, onde tudo é cor-de-rosa como nos sonhos. Não existe preto. Não existe escuro. Não existe medo.

Não preciso de parar para pensar, a dança faz isso por mim. Por isso é que lhe chamo paixão, porque é uma coisa que me faz feliz. Ou melhor, é a coisa que me faz feliz.

Dancem e sejam felizes!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Hoje foi um longo dia... Estive com o rapaz de quem gosto, agora, ao fim da tarde. E sim, ele é mesmo lindo! Olhou para mim com os seus grandes e apaixonantes olhos e eu quase que chorei. Consegui cheirá-lo, senti-lo.

Vinha bem vestido e com uma cara bem disposta, cumprimentou-me e conversámos durante algum tempo, não muito. Brincámos e também rimos, foi um bom momento. Para mim é sempre um bom momento, sempre que ele está por perto. Mesmo que seja só para sentir o seu calor ou a sua respiração, por enquanto basta-me.

Mas ele não percebe isto, quero dizer, ele não sabe disto... Nem sequer imagina como me sinto todos os dias e as intermináveis vezes que penso nele. Não, ele não sabe que gosto dele e eu não sei se deva contar-lhe.
A verdade é que somos amigos, não somos muito, muito chegados; mas somos amigos. Para ele é isso que eu sou, uma amiga. O que ele é para mim é fruto da minha imaginação e daquilo que sonho.

Às vezes penso, deverei dizer-lhe?, e sinto-me cheia de coragem. Depois volto ao mundo e a insegurança e o medo apoderam-se de mim. São sentimentos fortes, aprendi isso há algum tempo. É algo que nos puxa para trás e nos impede de fazer aquilo que queremos.

Mas será que impede mesmo?
Ou será que sou forte o suficiente para contar-lhe sem que nada me impeça?


terça-feira, 1 de maio de 2012

Ainda não escrevi sobre amor neste blog, por isso escrevo agora...

Eu não gosto do amor, ele também não tem gostado de mim; mas gosto de escrever sobre ele. Gosto de ver casais da minha idade a passear, a beijarem-se, a abraçarem-se... Sim, acho lindo e invejo aqueles que têm a sorte de se amar mutuamente.

Eu não tenho essa sorte, mas tudo acontece por uma razão... Por isso, talvez esteja mesmo destinada a passar a adolescência solteira para valorizar mais outras coisas como a amizade e a família.
Eu sou feliz. Tenho as melhores amigas do mundo e uma família fantástica. Mas às vezes também estou triste... Sim, ESTOU triste porque não sou triste.

Quando choro, choro sozinha, não choro com ninguém. Já estou habituada. Costumo chorar sobre aquilo que comecei a falar no início: o amor.

Para muitos, o amor é bonito e feliz. Para mim, é assustador e o significado de um mundo desconhecido porque, na verdade, eu nunca o conheci nem nunca ninguém mo deu a conhecer.
Quando escrevo, sonho.
Quando escrevo, viajo.
Quando escrevo, voo.

Escrever é a arte de agarrar numa caneta e passar os pensamentos para uma simples folha de papel.  Uma vida que não é real, mas positiva. Não aqui, mas sim onde vivo quando sonho e imagino um mundo com muito mais cor do que este.

Adoro escrever, adoro pensar em coisas que me façam feliz. Adoro dançar e passar tudo o que sinto através de movimentos.


Escrever é bom, é muito bom! É uma forma de desabafo e de descontração. É uma felicidade que podes ter e que todos podem alcançar. Sonha, mesmo com o que não tens mas que gostarias de ter e verás que serás muito mais feliz. Porque, para mim, na base da escrita está o sonho.