
Ele desenhava-lhe amor nos cabelos e beijava-lhe rosas no peito de cada vez que se deixavam mergulhar numa paixão quase maior que os seus dois corpos abraçados. Tinha-lhe mais carinho do que à própria vida e, oh, adorava escrever-lhe poemas pelo corpo. Percorriam-se um ao outro num movimento tão subtil e único que até o céu parecia fotografá-los para, um dia, poder contar ao mar o que realmente era amar. Porque, na verdade, o que importa mais senão os céus nas vidas de quem se ama? E é tão bonito contar as estrelas ao colo de quem nos tem a alma. E que não se faça mais dia, e que as estrelas iluminem os corações de quem mais chora, e que o mundo se apaixone e viva cada momento de olhos postos na Lua. Eles queriam fazer com que cada beijo durasse para sempre e com que cada estrela lhes preenchesse a alma até adormecerem. Porque não há nada mais belo que uma noite de amor, a não ser a Lua... E só ela os amava tanto quanto eles a si próprios.