quarta-feira, 6 de junho de 2012


Soube há pouco tempo que estavas triste e que não me contavas, soube também que choravas longe e refugiada daquele que é o nosso Mundo. Porque é que não desabafavas comigo? Eu pensava que sabias que eu te adoro, que és a minha princesa, aquela que me ouve a toda a hora e que não se dá ao luxo de fazer a mínima crítica. Ouves-me, tranquilizas-me e sabes dizer-me aquelas palavras de conforto que eu tanto gosto e admiro. Eu quero fazer o mesmo contigo, quero que me deixes limpar-te as lágrimas sempre que te transportares para sentimentos menos bons. Psst... Não estás sozinha. E enquanto eu permanecer viva nunca vais estar, prometo. Ter-te na minha vida é algo de extraordinário, saber que estás sempre aqui a meu lado é de fazer inveja a qualquer um. Eu conheço-te, conheço-te bem, conheço-te melhor do que tu julgas. Percebo quando estás feliz e quando estás triste. Eu quero que desabafes comigo e que me contes todos os teus problemas ou as mínimas preocupações inimagináveis que te possam passar pela cabeça. O teu coração anda esquisito, não é? Oh, também o meu... Sei que não sabes o que sentes e eu também não o sei. Sempre que precisares, lembra-te que eu estou aqui. Sempre que quiseres chorar ou contar-me alguma coisa que te preocupe, qualquer coisa, eu vou estar aqui como tenho estado sempre (mesmo que não me tenhas visto). E, a partir de agora, espero que saibas que não estás sozinha e que se precisares de deixar caír umas lágrimas, eu estou aqui para chorar contigo. T


Sabes uma coisa? Hoje não sei o que sinto. Não sei se te amo ou se me és totalmente indiferente. Ainda ontem estava tão confiante de que te iria contar o que realmente sentia por ti: amor. Já digo que estou apaixonada por ti há meses, longos meses mesmo, mas hoje não sei. Parece que passou uma aragem de vento tão forte, tão forte pela minha cabeça capaz de me tirar todas as minhas certezas. Tudo se desmoronou e, agora, está tudo baralhado e eu não sou capaz de perceber rigorosamente nada. Irónico, hum? Estou a falar de mim, nem a mim me compreendo. Como espero que alguém me entenda se nem eu me percebo? Eu queria sentir-te a meu lado, queria respirar-te e ansiava por tocar onde ninguém te tocava. Mas hoje, a sério... Estou tão perdida que já nem me consigo encontrar a mim mesma. Estou fraca e dói-me a cabeça ao pensar. Não me consigo explicar, nem peço que me entendam. Não me consigo encontrar nem me consigo entender a mim própria.

Onde estou eu? E onde foi que me perdi?




terça-feira, 5 de junho de 2012

Eu sei que às vezes sou parva, sou estúpida por fazer as coisas sem pensar. É essa a verdade, ajo sem pensar um segundo e depois, claro, tenho de te ouvir e de te escutar com muita atenção por muito que me apeteça ir embora ou, até mesmo, desaparecer. É isso que tem acontecido ultimamente, tens-te chateado comigo porque dizes que faço parvoíces, eu concordo, e porque te respondo mal. Mas eu não te quero responder de forma arrogante, nem muito menos quero fazer coisas que tu não gostes. Tu sabes que eu te adoro, sim, adoro-te mais do que adoro qualquer outra pessoa. És a pessoa de quem eu mais gosto no Mundo. E, olha, tu não sabes mas quando me mandas ir para o quarto, eu vou a chorar. 
Eu sei que ficas com a ideia de que sou arrogante e mal-educada para contigo, mas não é nada disso. Se eu te respondo de uma maneira menos boa, acredita que não é por mal, eu juro que não o quero fazer. Simplesmente, quando acho que tenho razão, tento expressar-me, mas expresso-me mal. Aprendi a ficar calada. Aprendi a ouvir-te, a ti e só a ti, sem te dar uma única resposta e a ouvir o silêncio das tuas pausas. Porque quando te chateias comigo, eu armo-me em forte e dou-te respostas, mas... Quando subo as escadas e entro, finalmente, no quarto... Choro e choro por pensar que fui incorreta contigo. Oh, Pai, não há amor maior do que o nosso, acredita.


domingo, 3 de junho de 2012

Daqui à Eternidade




O meu sonho é fazer com que as pessoas vivam eternamente, ou seja, que não morram nunca. Porque é que temos de lidar com a dor que se faz sentir quando perdemos alguém? Porque é que, um dia, também nos vamos embora deste mundo? Era tudo tão mais simples se nunca tivéssemos de pensar nisso, nisso de morrermos um dia. Não sabemos até quando é que vamos permanecer vivos e de olhos abertos; não sabemos se hoje, amanhã ou daqui a 70 anos nos vamos embora; nem tão pouco sabemos como e onde vamos dizer o nosso último adeus. É isso, não sabemos. Podíamos viver tranquilamente, porque ‘isto’ nunca se iria acabar. Transporta-te comigo, imagina a magia que seria vivermos neste sonho. Eu ainda não lidei com a perda de muitas pessoas chegadas a mim, ainda bem, mas já vi pessoas a sofrerem muito por isso. Pessoas que eram capazes de dar as suas vidas pelas daquelas que já estão noutro mundo, sabe-se lá onde. Ninguém sabe onde vão parar as pessoas que nos deixam e que deixam de viver. As vidas delas terminam e as suas almas fecham-se ou vão parar a um outro mundo distante de onde nos conseguem observar? Eu prefiro acreditar na segunda opção, prefiro imaginar que é tudo mágico e que nada é evidente. Talvez só quem gosta de sonhar, como eu, imagine o mundo assim. Como era bom nunca perdermos ninguém, como era bom vivermos para sempre!



sexta-feira, 1 de junho de 2012

Hoje falei contigo e ainda sou capaz de ver o brilho nos teus olhos. Quando soube que tinhas vindo à escola o meu coraçãozinho saltou de felicidade. Gritei o teu nome e abracei-te com toda a força que tive, com todo o calor que me rodeava e com toda a emoção que sentia. Fiquei tão feliz ao ver-te sorrir, tu nem fazes ideia. Combinámos ir dar umas voltas para ver se eu conseguia por essa tua cabecinha no sítio certo e foi quase um monólogo; eu ali a falar contigo, a dizer-te que iria estar sempre a teu lado e tu ouvias-me e ouvias-me... Quando estava quase a soar o toque, disseste-me umas palavras que me comoveram e que me fizeram voltar às lágrimas. "Promete-me que não voltas a repetir mais nenhuma dessas parvoíces", disse eu em voz baixa. Tinha de me ir embora e já estava encharcada em lágrimas, era difícil respirar, era difícil ver o caminho. "Prometo, Inês", disseste-me. Juntaste o mindinho ao meu, como em forma de um pacto e ali ficamos durante uns segundos. Abracei-te, dei-te um beijo e fui para a sala. 

Ainda não parei de pensar em ti.