
Era um sorriso disforme
Com o sonho de ser pianista,
E dançava como quem se consome
Com flores de uma alma nem vista.
Escrevia de dia; e de noite
Cantava os tormentos à Lua.
Na beleza do Sol poente
Dançava em plies pela rua.
Depois de tamanha tristeza,
Talvez tenha chegado o seu dia
De ser rosas deitadas sobre a mesa
A beber sorrisos que trazia.
Lábios doces de madrugada,
Corpos desenhados sem fim,
Olhares de quem teme nada
De poemas beijados assim.
Céus escuros de paixão
De um corpo que nunca se afasta
Poesia escrita no chão
Onde um meio suspiro só basta.



