sem saber o que dizer
não sei se é poesia
aquilo que estou a escrever.
Sinto-me estranha, confusa
nada me reconforta
serás mesmo tu
a razão da minha revolta?
Estás a interessar-te
pelo rapaz que eu amei
isto é tudo tão recente
que eu já nada sei.
Já não gosto dele
mas algo dele em mim vive
e não consigo pensar
se terás algo que eu nunca tive.
Um arrepio consome-me
escrevo tudo o que pensei
tu não sabes quantas noites
eu por ele já chorei.
Este é um segredo
sobre o qual tu nada sabes
não sei se to desvende
ou se o feche a sete chaves.
Sozinha sem saída
apertada num segredo
desejo que isto termine
receosa, mas sem medo.



