quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Forte necessidade de Amor


Este forte vendaval faz com que as árvores estejam em constante movimento, este temporal faz com que a saudade bata bem forte cá por dentro. O tempo influencia-me, sempre foi assim, fico mais melancólica nestes dias chuvosos acompanhados de uma valente trovoada do que nos outros. Há uma certa necessidade de ser feliz com alguém, de encontrar essa felicidade que procuro. Todos parecem estar felizes ou, pelo menos, já terem estado e eu nunca tive nem senti nada assim. Gostava de sentir amor por alguém, de ser correspondida e de ser a pessoa mais feliz do mundo só por ter quem mais amo comigo. Mas não tenho, esta é a verdade nua e crua. Dizem que é quando menos se espera que se conhece o amor, pois, bem, já não acredito muito nisso. Sei que antes disso tenho de aprender a gostar de mim mesma e a ser feliz somente comigo, mas eu sou verdadeiramente feliz e tenho-o sido desde que apareci neste  tão grandioso mundo. Passou já tanto tempo que a verdade é que me fartei um pouco disto, de estar sempre tão só. Sinto-me sozinha, um coração sem-abrigo.
Afasto os piores pensamentos de mim e creio que o céu conseguiu mudar de cores também, como que num gesto de apoio. O céu parece estar azul novamente e sabem porquê? Porque eu percebi que tenho de começar a pensar mais naquilo que tenho e adoro do que naquilo que não tenho. O Sol revelou-se, como por milagre, e, as nuvens, escuras como cinza, decidiram desaparecer. Dito isto, é com um sorriso na cara que me vou agarrar às ciências com unhas e dentes para uma intensa tarde de estudo.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

É amanhã!


Encontro-me a admirar as folhas daquela grandiosa árvore. Há já tempos e tempos que estou a observá-la daqui. De quando em vez, observo um pássaro a esvoaçar pelo céu escuro que se deixa vislumbrar de bem longe. Estes batem as asas com toda a força que têm e as nuvens, paralisadas, vão-se tornando mais escuras à medida que a aula vai avançando. A temperatura está amena e esta aula parece custar e demorar a passar. O espetáculo de amanhã está a deixar-me nervosíssima e cada batimento cardíaco parece tornar-se mais intenso ao pensar na atuação que vai decorrer naqueles 15 minutos da tarde. Eu vou dançar à escola, aquele sítio terrível onde todos se conhecem e onde todos me vão ver, quer de perto quer de longe. Oh, estou tão nervosa, nem sei em que pensar para não me preocupar com tal coisa... Simplesmente não consigo! A atuação não me consegue sair do cérebro e estou cada vez mais ansiosa. Eu adoro dançar, é a minha paixão, mas a cada atuação que passa, em vez dos meus nervos se atenuarem, não! Continuo sempre no mesmo estado de nervosismo, é um terror. Nunca perco este nervosismo que tanto odeio e que há já tanto tempo me persegue. Odeio ser tão nervosa assim, talvez seja mesmo o defeito que mais detesto em mim. Oh meu deus, eu vou atuar à escola! Só espero que corra tudo bem como planeado e que toda a gente goste, porque está é, de longe, a coisa que eu mais aprecio fazer na vida.
Desejem-me sorte Anjinhos, prometo voltar e contar tudo. Mas têm de torcer por mim durante toda a tarde!

domingo, 21 de outubro de 2012

Estou fria, por dentro e por fora. Sinto arrepios a cada minuto que insiste em passar e uma chávena de chocolate quente saber-me-ia mesmo bem. Este é um tempo que desconheço. Preciso de me movimentar para me manter minimamente aquecida, visto que a casa está fria e parece não querer aquecer. Encontro-me perdida entre paredes intermináveis de melancolia que não se deixam sumir por si mesmas, escondida num nevoeiro e atrás de nuvens mórbidas de cansaço.  Gostava de saber definir o que sinto... Talvez seja um sentimento de solidão e uma tal necessidade de receber afeto que me consome e congela por dentro, ou talvez seja apenas uma parvoíce minha. "Já está na altura de teres um namorado", esta é a frase que insistem em dizer-me sem pensar que me pode magoar e quebrar aos poucos. Eu sei que me compreendes I., melhor do que devias. O quanto eu gostava de ter alguém especial sempre a meu lado, um "mais-que-tudo" que insistisse em estar sempre comigo. Às vezes sinto que só preciso de um abraço atencioso, um beijo ou uma simples demonstração de carinho e é essa pessoa que falta no meu coração agora vazio e fragilizado. Alguém que se tornasse num pedaço de mim, aquele que a A. cá deixou depois de partir para fora do país. 
A questão que se impõe é: Será que és tu esse alguém? Já procurei a resposta perto de mil vezes, mas não a consigo encontrar, já a procuro há longos períodos de tempo. Eu já não gosto de ti, não é? Já te tinha esquecido. 


Entre desabafos já surdos de tanto chamar por ti, não me consigo encontrar. Estou completamente perdida.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Encontras-te online neste preciso momento e a necessidade de abrir a tua janela e de ver, como por magia, aparecer algo torna-se incontrolável e até sufocante. A verdade é que descubro-me no teu perfil imensas vezes, mais do que as que seriam devidas, à espera de encontrar mais explícito o que fazes ou aquilo em que pensas, em vão. Acho que quero passar mais tempo contigo, não sei. Quero que fales comigo, que desabafes como fazias antes sem qualquer preconceito. Eu ouvia-te e tentava sempre proferir qualquer coisa que fosse do teu agrado e que te servisse de consolo, mas claro, com aquele meu pensamento interior e profundo: "Eu gosto de ti N, será que não percebes isso?". Escrever tudo isto custa-me, perco-me nas palavras só de imaginar o teu rosto ou o teu corpo próximo do meu. Sinto-me, instantaneamente, sem força nos dedos só de relembrar as noites em que chorei e desejei que não existisses. O que sofri, o que escrevi... Sempre sem cair, firme que nem um fóssil. Mantive-me de pé, mesmo com algumas feridas que doeram e prometem perdurar, como me vou manter para sempre. Hoje conversámos mais do que nos últimos dias e eu fiquei feliz com isso, senti-me como que realizada e alegre de verdade. O professor pediu-nos que formássemos pares e juntou-te com ela, já que estão sentados frente a frente. Pensei, repentinamente: "É preciso ter mesmo azar! Ela? A sério?". Nem consegui perceber e acatar aquilo que a M. me dizia, estava tão mais concentrada em perceber a conjugação de palavras que saía da tua boca... Focada em ti, nos teus olhos e no teu bonito e contagiante sorriso. Sempre que falei, observaste-me e sorriste, eu reparei nisso e só desejei que aquele momento não terminasse. Adoro quando sorris para mim e te ris comigo em uníssono. Este ano não me tens dado tanta atenção, não temos sido atenciosos um com o outro como fomos em tempos. Lembras-te de quando estudámos juntos? Eu lembro-me. Foram poucos os minutos que passaram, mas oh, pareceram-me milésimas de segundo. Queria poder ficar ali contigo, paralisada naquele momento e poder contar-te tudo o que sinto. Será que ainda nos vamos aproximar ou este ano já não vamos ser tão bons amigos como dantes? 
Tenho saudades de falar contigo, apesar de prever que não sentes a minha falta.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012


Consigo ouvir a chuva a cair lá fora e este barulho serve-me de ambiente. A chuva bate com força nos passeios da rua e quase que a inunda por completo. Inunda-me também a mim de melancolia e de um sentimento que não consigo nem quero denominar. O temporal faz com que pensemos nas coisas menos boas que todos nós temos e passamos. Isto faz com que o meu pensamento se concentre nele e naquela mensagem de ontem, que me fez fechar os olhos e sonhar durante breves segundos, ao idealizar o que é que ele me teria escrito. Surpreendida, percebi que a mensagem era uma simples corrente, daquelas que por todos passam... Que desilusão!, pensei mesmo que ele me quisesse dizer alguma coisa, não sei o quê, mas algo. Eu já não gosto dele, mas ainda sinto aquela ligação que une o meu coração ao dele, mesmo que eu não o pretenda. Sinto-me sozinha, como que se me faltasse algo, vazia. Parece que sinto uma forte necessidade de receber carinho, coisa que nunca recebi. 
Consigo imaginar como irá ser a aula de hoje, o N. e a rapariga nova vão estar sempre a trocar vocábulos que eu sei que me vão magoar e destruir interiormente. Não, eu não quero ir, não hoje. Não me apetece minimamente vê-los, nem a ele nem a ela. Só espero que hoje  não estejam tão próximos como naquele dia quente que, para mim, se tornou rapidamente gelado. Como o dia de hoje está bem chuvoso e fresco, espero que aconteça precisamente o oposto e que passemos, eu e ele, bons momentos a conversar, porque com ele as conversas são sempre maravilhosas.