Este forte vendaval faz com que
as árvores estejam em constante movimento, este temporal faz com que a saudade
bata bem forte cá por dentro. O tempo influencia-me, sempre foi assim, fico
mais melancólica nestes dias chuvosos acompanhados de uma valente trovoada do que nos outros. Há
uma certa necessidade de ser feliz com alguém, de encontrar essa felicidade que
procuro. Todos parecem estar felizes ou, pelo menos, já terem estado e eu nunca
tive nem senti nada assim. Gostava de sentir amor por alguém, de ser
correspondida e de ser a pessoa mais feliz do mundo só por ter quem mais amo
comigo. Mas não tenho, esta é a verdade nua e crua. Dizem que é quando menos se
espera que se conhece o amor, pois, bem, já não acredito muito nisso. Sei que
antes disso tenho de aprender a gostar de mim mesma e a ser feliz somente
comigo, mas eu sou verdadeiramente feliz e tenho-o sido desde que apareci
neste tão grandioso mundo. Passou já
tanto tempo que a verdade é que me fartei um pouco disto, de estar sempre tão
só. Sinto-me sozinha, um coração sem-abrigo.
Afasto os piores pensamentos de
mim e creio que o céu conseguiu mudar de cores também, como que num gesto de
apoio. O céu parece estar azul novamente e sabem porquê? Porque eu percebi que
tenho de começar a pensar mais naquilo que tenho e adoro do que naquilo que não
tenho. O Sol revelou-se, como por milagre, e, as nuvens, escuras como cinza,
decidiram desaparecer. Dito isto, é com um sorriso na cara que me vou agarrar
às ciências com unhas e dentes para uma intensa tarde de estudo.




